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HISTÓRICO:
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O Bloco Ara Ketu existe desde 8 de março de 1980 quando alguns foliões de Periperi (bairro do Subúrbio Ferroviário de Salvador) decidiram formar uma Agremiação para desfilar no Carnaval da Bahia. Tanto o nome do Bloco (Ara Ketu significa "Povo de Ketu") quanto a temática das fantasias e das músicas já revelavam uma preocupação do grupo com a divulgação e preservação dos signos da cultura afro-baiana, então em acelerado processo de renascimento na Bahia.

De todos os Blocos Afros, o Ara Ketu foi o primeiro a adotar uma postura anti-racista ao aceitar em suas hostes pessoas das mais diversas situações sócio-econômicas, sem discriminação de cor, de sexo ou religião, revelando-se uma das entidades mais abertas e representativas da cultura sincrética brasileira.

Foi deste modo que o Bloco angariou a simpatia do público, sagrando-se campeão do Carnaval pelos três anos seguintes. Tornou-se hours concurs, mas ainda assim as dificuldades para colocar a entidade nas ruas era uma realidade inquietante.

A partir de 1990, a Banda Ara Ketu, atração do bloco, tornou-se afro-pop, sempre preocupada com a valorização da percussão, mas sustentada por guitarras, sintetizadores e sopro.

As dificuldades para colocar a entidade nas ruas, durante os dias de momo, era uma realidade inquietante. E para completar este quadro adverso, o Bloco foi sendo atingido pelas novas exigências do mercado, diante da forma que tinha adquirido, encarecendo os custos e dificultando a captação de patrocínio a cada ano que passava - o que obrigou o grupo a deixar de desfilar no Carnaval de 1993 por total impossibilidade econômica.

A atitude de implementar o projeto do "novo" Ara Ketu foi corajosa e hoje pode ser vista como uma divisora de águas. A partir daí o grupo se organizou, impôs a sua proposta onde o sucesso e o reconhecimento, enfim, chegaram e se materializaram. Chegando a ganhar o Top de Marketing 98, promovido pela ADVB, na categoria Turismo, Lazer e Entretenimento; Personalidade Jurídico-Brasileira dos 500 anos, em 2002 e Prêmio a Qualidade do Brasil, em 1999.

Desde a sua fundação em 1981, o Bloco Ara Ketu leva para o Carnaval um pouco da contribuição/influência da cultura africana no povo baiano, através de temas alusivos a fusão das duas culturas, como também temas relacionados com datas/momentos comemorativos, conforme cronologia abaixo:

1981 ...... CHEGADA DA FAMÍLIA REAL AFRICANA NO BRASIL
1982 ...... OS PRINCÍPIOS DO PRINCÍPIO
1983 ...... ÁGUAS MÃES
1984 ...... VAMOS CANTAR AS FOLHAS
1985 ...... AMOR, AMOR
1986 ...... DEUS DO FOGO E DA JUSTIÇA
1987 ...... HISTÓRIA DE UM CAÇADOR
1988 ...... EJIBÔ
1989 ...... REINO DE DAOMÉ
1990 ...... FESTA PARA UM REI
1991 ...... MODERNIDADE NEGRA
1992 ...... OS OBÁS DE XANGÔ
1993 ...... não saiu no carnaval
1994 ...... UMA HISTÓRIA DE IFÁ
1995 ...... ENCONTRO DOS ORIXÁS
1996 ...... ARA KETU LÁ E CÁ
1997 ...... AS FOLHAS
1998 ...... ARA KETU NO REINO YORUBÁ
1999 ...... IFÁ - 1ª CIDADE YORUBÁ, SALVADOR - 1ª CAPITAL DO BRASIL (Homenagem aos 450 anos de Salvador)
2000 ...... 500 ANOS DO BRASIL, MAS NÓS CHEGAMOS DEPOIS
2001 ...... ARA KETU, UMA ODISSÉIA NA AVENIDA
2002 ...... AFRO-DESCENDENTES
2003 ...... PORTO NOVO - NÓS VIEMOS DE LÁ
2004 ...... CUBA

Apesar de todas as mudanças ocorridas, o Ara Ketu não deixou de se preocupar em ser um bloco afro, porém se adequou aos conceitos mais modernos. A valorização da cultura negra é uma preocupação constante do Ara Ketu.

Fonte: Grupo Araketu

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